Grupo arrecada R$ 29 milhões para restaurar casa de Nina Simone

Um leilão de obras de arte e uma festa de gala em Nova York arrecadaram cerca de US$ 6 milhões (R$ 29 milhões, na cotação atual) para restaurar a casa natal da diva do soul e militante dos direitos civis Nina Simone, anunciaram os organizadores.

Por Jovem Pan em 24/05/2023 às 03:24:38

Um leilão de obras de arte e uma festa de gala em Nova York arrecadaram cerca de US$ 6 milhões (R$ 29 milhões, na cotação atual) para restaurar a casa natal da diva do soul e militante dos direitos civis Nina Simone, anunciaram os organizadores. “Este novo financiamento fará avançar de forma significativa os objetivos do nosso projeto de concluir a restauração completa da casa e de sua área externa”, disse Brent Leggs, diretor do programa para proteger o patrimônio afro-americano no National Trust for Historic Preservation. "Com este investimento, estamos no caminho de abrir as portas para visitantes em 2024." O resultado superou com folga a estimativa inicial, que era de arrecadar cerca de US$ 2 milhões. O leilão eletrônico, que começou no último dia 12, terminou na segunda, com US$ 5,38 milhões, aos quais se somam US$ 500 mil angariados em uma festa de gala no último sábado, informou a Galeria de Arte Pace, que organizou a venda com a casa de leilões Sotheby’s. A casa modesta tem 60m² e três ambientes, com varanda na entrada e fachada de madeira pintada de branco. Ela fica em Tryon, interior da Carolina do Norte. Em 2017, a casa foi comprada por US$ 95 mil (R$ 472 mil) pelos artistas Julie Mehretu, Ellen Gallagher, Rashid Johnson e Adam Pendleton, para que não caísse no esquecimento.

Nina Simone teve uma relação difícil com os Estados Unidos, onde nasceu, em 1933, durante a segregação racial. Na casa de Tryon, onde viveu seus primeiros anos com os pais e os irmãos, a pequena Eunice Waymon (seu nome verdadeiro) foi cercada de música e começou a tocar piano aos 3 anos. O sonho de Nina de se tornar uma pianista clássica, no entanto, chocou-se com a recusa do conservatório da Filadélfia a admiti-la, o que ela atribuiu a racismo. Na década de 1960, Nina iniciou sua luta pelos direitos civis dos afro-americanos. Mudou-se posteriormente para a Europa, onde morreu em 2003, no sul da França.

*Com informações da AFP

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