Governo do Paraná confirma conversa com a Rússia para fazer acordo por vacina contra Covid-19

Por Jovem Pan em 11/08/2020 às 11:29:39

O governo do Paraná terá uma reunião, na quarta-feira, 12, com membros da "missão russa" para debater um possível acordo para a obtenção de vacinas contra a Covid-19. A informação, confirmada pela assessoria de imprensa do estado, é que o encontro seria para "dar continuidade as negociações iniciadas no final de julho", quando o governo estadual procurou a embaixada russa para obter mais informações sobre o imunizante e, segundo a assessoria, para se colocar à disposição para colaborar no desenvolvimento, testes e na produção da vacina. O encontro marcado para esta quarta-feira acontecerá um dia após o governo russo anunciar o registro da primeira vacina contra o coronavírus. Segundo o presidente Vladimir Putin, o imunizante é "eficaz" e passou em todos os testes necessários e permite obter uma "imunidade estável" contra a Covid-19.

Leia também

Covid-19: Falta de transparência na produção de vacina russa preocupa ciência, explica infectologista

OMS mostra cautela após Rússia anunciar registro de 1ª vacina contra Covid-19

Rússia anuncia registro da primeira vacina contra Covid-19 no mundo

Segundo informações do G1, a reunião desta quarta-feira será para o governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD) assinar acordo junto ao embaixador da Rússia, que garantirá ao Estado a possibilidade de fazer, produzir e distribuir a vacina Sputnik V. No entanto, até o momento, a assessoria do governo estadual não confirma a informação e garante desconhecer que a assinatura desse contrato acontecerá nesta quarta. A assessoria admite, no entanto, que a assinatura de um termo de cooperação é uma etapa burocrática e necessária para que "o processo de desenvolvimento da vacina possa ser feito por algum instituto científico do Estado", ressaltando que "para a troca de informações é necessário um protocolo", que seria esse documento.

Embora o presidente Vladimir Putin confirme a eficácia da vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e infectologistas pedem cautela sobre o assunto. Segundo o médico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edimilson Migowski, a falta de transparência durante as etapas de produção do imunizante preocupam cientistas. Segundo ele, faltam elementos que possam garantir a segurança e a eficácia da descoberta. "Pelo que vimos nas reportagens, essa fase 3 dos testes não foi atendida de uma forma plena. Então isso faz com que a gente tenha uma postura mais conservadora. Não estou dizendo se a vacina é ruim ou boa, estou dizendo que não tenho elementos suficientes para tomar uma posição segura sobre o assunto", finaliza.

Comentários