Após alta do PIB, governo diz que economia não precisará de auxílio em 2021

Por Jovem Pan em 03/12/2020 às 14:53:21

A recuperação da economia projetada para o segundo semestre deste ano dará condições ao Brasil seguir 2021 sem a necessidade de auxílios e benefícios, afirmou o Ministério da Economia em nota publicada nesta quinta-feira. O documento traz a análise do governo federal sobre o aumento de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano e cita que os estímulos patrocinados pelo poder público para conter os efeitos do novo coronavírus no país devem ser substituídos pelas reformas estruturantes encaminhadas para debate e aprovação no Congresso. “É importante frisar que a retomada da atividade e do emprego, que ocorreu nos últimos meses, compensará a redução dos auxílios. Outro fator positivo será a melhora das condições financeiras que continuarão impulsionando a atividade, principalmente com a retomada da agenda de reformas”.

O texto segue a linha adotada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nas últimas semanas ao afirmar que o auxílio emergencial encerra em 31 de outubro, e que o país não passa por uma nova onda de infecções que justifiquem a nova prorrogação. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também endossou o discurso e nesta semana ao afirmar que operpetuar alguns benefícios seria o caminho para o “insucesso”. O documento redigido pela Secretaria de Políticas Econômicas também enaltece os programas lançados pelo governo federal para a proteção dos mais vulneráveis e a proteção dos empregos. Segundo o texto, as ações foram “fundamentais para a reversão da tendência de deterioração da atividade”. “Atualmente, observa-se que diversos setores da economia já recuperaram os níveis anteriores a pandemia e há uma vigorosa criação de postos formais de trabalho. Para que a economia continue trilhando taxas mais elevadas de crescimento, é imprescindível a retomada da agenda de consolidação fiscal e reformas estruturais”, informa a nota.

A recuperação da economia brasileira no trimestre encerrado em setembro veio abaixo do esperado pelo mercado e governo. Os analistas esperavam alta próxima de 9%, enquanto o Ministério da Economia havia divulgado projeção de 8,3%. Já o Banco Central esperava que o crescimento mais robusto, na casa do 9,4%. O texto publicado pela SPE reconhece que o número esta aquém do projetado, mas que indica a recuperação em “V”, termo usado para exemplificar uma forte queda seguida por alta vertiginosa. A mesma expressão foi usada mais cedo por Guedes ao comentar o desempenho econômico. “Houve revisões de trimestres anteriores, reviram o crescimento um pouco para cima, então veio um pouquinho abaixo do esperado, mas o fato é que a economia está voltando em "V", realmente está voltando”, afirmou o ministro.

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