"Ela começou a falar outras línguas e disse que só falaria em juízo", diz escrivão sobre mulher que matou a filha de 5 anos

Segundo o escrivão que iniciou o inquérito, a mulher demonstrou frieza e não quis prestar depoimento.

Por Redação Rede Ilha FM, com informações de Ítalo Timóteo em 25/01/2021 às 11:32:00
(Foto: Ítalo Timóteo)

(Foto: Ítalo Timóteo)

A suspeita de matar a filha de 5 anos, não quis prestar depoimento à polícia e iniciou a falar outras línguas durante o interrogatório na manhã desta segunda-feira (25/01), na Delegacia Regional de Polícia (1ª-DRP), em Delmiro Gouveia (AL). A mulher de 30 anos, é suspeita de matar a filha de 5 anos de idade, utilizando uma tesoura para arrancar os olhos e cortar um pedaço da língua da criança.

Segundo o escrivão que iniciou o inquérito, a mulher demonstrou frieza e não quis prestar depoimento. "Ela começou a falar outras línguas e até um espanhol fluentemente, as palavras foram totalmente fora do contexto e ela não quer falar nada sobre o ocorrido." Concluiu o policial.

O crime

Por volta das 15h, deste domingo (24/01), o avô da criança foi até a residência e pediu para que sua filha abrisse a porta. A mulher negou abrir e disse que estava no banheiro, por perceber a demora e algo de estranho, o homem resolveu ir pelas portas do fundo e viu que estava escorrendo sangue pelo cano do ralo do chuveiro. Ele então arrombou a porta dos fundos e ao adentrar o imóvel encontrou a filha rezando sobre o corpo e com os olhos e um pedaço da língua dentro da boca.

Assustado, o pai da mulher pediu ajuda de vizinhos que acionaram a polícia, quando os militares chegaram no local, ela ainda estava com os órgãos na boca. A mulher foi presa em flagrante e o local do crime foi isolado.

Policiais civis de Delmiro Gouveia (AL) que estavam atuando como Central de Flagrantes no final de semana, estiveram no local realizando os primeiros levantamentos. O policial Eduardo Prado contou a reportagem que tem 20 anos de polícia e nunca se sentiu tão mal, como na noite deste domingo. "Atuei na PM de Pernambuco e agora na PC de AL e nunca fiquei tão abismado, eu não conseguir chegar próximo ao corpo, pois são cenas que nos comovem quando a vítima se trata de criança e principalmente nessas circunstâncias." Disse o Agente da Polícia Civil.

A mulher que terá o nome preservado, está reclusa à disposição da justiça, ela será encaminhada para a delegacia de origem após os trâmites legais e deve ser julgada nos próximos dias pela comarca de Maravilha (AL).


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