'Era para ela está aqui', diz mãe de professora de inglês morta a facadas há cinco anos na Bahia; amigos cobram respostas

Caso aconteceu na cidade de Riachão do Jacuípe, cidade a cerca de 180km de Salvador. Familiares cobram respostas da polícia.

Por Redação Rede Ilha FM, com informações do G1 Bahia em 24/09/2021 às 22:00:22
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

"Era para ela está aqui e não está". Maria Pedreira Rios, mãe de Ienata Pedreira Rios, morta a facadas, em julho de 2016, na cidade de Riachão do Jacuípe, a cerca de 180 km de Salvador, ainda sofre quando lembra da filha.

Familiares e amigos da professora cobram resposta da polícia. Cinco anos depois, o crime segue sem autoria e motivação definidas.

"Sofrimento e uma dor terrível, as vezes eu nem consigo deitar, é como se eu tivesse levado uma pancada", desabafou a mãe de Ienata, emocionada.

Segundo informações do titular do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), de Riachão do Jacuípe, delegado Danilo Andrade, várias linhas de investigação foram feitas, mas nenhuma apontou o autor do crime.

De acordo com Danilo Andrade, o inquérito foi enviado ao Ministério Público e devolvido para a delegacia, com solicitação de novas diligências. Essas investigações foram feitas, mas o autor do crime não foi descoberto.

O noivo da vítima à época do crime, que tinha um relacionamento com ela há três anos, chegou a ser preso três dias após a morte da professora, mas foi solto depois de um mês por falta de provas da participação dele. Ele nega ter cometido o crime.

Na época, a polícia descartou que a motivação do crime tenha sido latrocínio ou estupro e afirmou que a principal suspeita é de que Ienata Rios foi morta por uma pessoa que a conhecia.

O delegado revelou que outras duas pessoas foram consideradas suspeitas durante as investigações, mas a polícia não encontrou indícios de participação delas no crime.

Maria Pedreira Rios, assim como filho da professora, Helton Rios, que tinha 17 anos quando a mãe foi morta, pedem justiça.

"Quem cometeu esse horror? Se coloque no meu lugar. Qual seria a sua reação?", questionou a idosa.

Caso

A professora Ienata Pedreira Rios foi encontrada morta dentro de casa no dia 3 de julho de 2016, na cidade de Riachão do Jacuípe. Segundo a polícia, a vítima tinha ferimentos de faca pelo corpo.

À época, o delegado Sérgio Araújo Vasconcelos, que era responsável pelas investigações, afirmou que a Polícia Militar chegou ao local depois que uma vizinha estranhou que a porta da casa da professora estava aberta e acionou os policiais. Chegando lá, os PMs encontraram a Ienata Rios caída no corredor, já sem vida.

A brutalidade do crime assustou os moradores da cidade e os alunos da professora. Um dia após a morte de Ienata Rios, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe anunciou o cancelamento das aulas das escolas públicas da cidade em sinal de luto.

Sob grande comoção, Ienata foi enterrada dois dias depois após o crime, na cidade de Pé de Serra, interior baiano.

O enterro reuniu dezenas de parentes, amigos e moradores, que acompanharam as homenagens na despedida da professora, que além de Riachão do Jacuípe, dava aulas também no município de Pé de Serra.

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