Pavimento superior do casarão atingido por incêndio no centro de Salvador será demolido

Fogo no casarão foi controlado durante a madrugada, mas estrutura será demolida para evitar desabamentos. Imóvel estava desabitado e não há registro de pessoas feridas.

Por Redação Rede Ilha FM, com informações do G1 Bahia em 12/01/2022 às 12:33:30
(Foto: Reprodução)

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A Defesa Civil de Salvador (Codesal) anunciou que vai demolir o segundo andar do prédio atingido por um incêndio entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira (12) na região do Campo da Pólvora, em Nazaré, Centro de Salvador.

O diretor do órgão, Sósthenes Macedo, disse que a decisão foi tomada após reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da cidade (Sedur), e visa reduzir os riscos de desabamento. A Codesal não detalhou quando a demolição vai acontecer.

O imóvel fica na Avenida Joana Angélica, próximo à estação de metrô do Campo da Pólvora. Ninguém ficou ferido. No térreo do casarão funcionava uma loja de produtos naturais e um estabelecimento de empréstimo consignado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e utilizou nove caminhões para o combate às chamas. Um carro-pipa da prefeitura de Salvador também prestou apoio à operação, que controlou o fogo durante a madrugada. Uma perícia será realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e os detalhes do que provocou o incêndio ainda serão apurados.

A Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) também foi acionada e interrompeu o fornecimento de energia na região durante a madrugada, por questões de segurança.

Após as chamas serem controladas pelos bombeiros, a empresa normalizou o serviço e, nas primeiras horas da manhã desta quarta, cerca de 67% dos imóveis estavam com o fornecimento regularizado. A empresa disse que aguarda confirmação do Corpo de Bombeiros, de que não há mais riscos, para retomar o fornecimento total de energia na região.

De acordo com moradores da região, os bombeiros precisaram acessar a garagem de um prédio vizinho para alcançarem o local do incêndio.

O casarão era residência do historiador baiano Braz do Amaral, falecido em 1949, e atualmente pertence à família dele, que mora em Cachoeira, no recôncavo baiano. O imóvel iria abrigar um acervo gerido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, mas o projeto não foi adiante.

Riscos a imóveis vizinhos

Moradores vizinhos ao casarão relataram momentos de tensão durante o incêndio. O jornalista Pietro Baddini, que mora em um prédio que fica ao lado do imóvel, contou que percebeu a situação durante a madrugada após notar um clarão na área.

"Olhei pela janela e as pessoas gritaram para descer. Quando olhei, estava uma boa de fogo saindo do casarão. A parede do meu quarto começou a esquentar. Só deu tempo de pegar minha vó e descer para se salvar. Largamos roupa, celular, tudo. Ela estava bem abalada, com respiração ofegante, e chateada com tudo que aconteceu. Mas, graças a Deus, estamos bem", disse.

Pietro disse que por conta do incêndio, muita fumaça invadiu o seu apartamento. "A gente não dormiu em casa por causa do cheiro forte da fumaça tóxica", disse.

Ainda segundo os moradores, pessoas que moram em dois imóveis próximo ao casarão precisaram dormir fora de casa por causa do incômodo provocado pelas chamas. Não há registro de feridos.

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