Em 2º turno histórico entre mulheres pelo governo de PE, campanhas de Marília Arraes e Raquel Lyra traçam estratégias para conquistar eleitores

Nesta segunda (3), representantes das duas chapas que continuam na disputa conversaram com a TV Globo sobre o que pretendem fazer para obter mais votos.

Por Redação Rede Ilha FM, com informações do G1 Pernambuco em 03/10/2022 às 20:05:17
(Foto: Reprodução/g1)

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De um lado, Marília Arraes, do Solidariedade. Do outro, Raquel Lyra, do PSDB. Uma delas vai entrar para a história como a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco. Nesta segunda (3), representantes das duas chapas que avançaram para o segundo turno das eleições conversaram com a TV Globo sobre as estratégias para conquistar mais votos.

As duas tiveram 23,97% e 20,58% dos votos válidos, respectivamente. Mais votada no primeiro turno das eleições, Marília Arraes recebeu 1.175.651 votos. Neta do ex-governador Miguel Arraes, ela tem 38 anos, é advogada, deputada estadual e ex-vereadora do Recife por três mandatos.

Raquel Lyra, segunda colocada, teve 1.009.556 votos. Ela tem 43 anos, é advogada, foi delegada da Polícia Federal, procuradora do estado, deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru, no Agreste, por dois mandatos.

Grávida de 5 meses da terceira filha, Marília Arraes segue na maratona da campanha para conquistar novos eleitores no segundo turno.

"A estratégia é a mesma de sempre. É andar, conversar com as pessoas, buscar o nosso principal aliado, nossa principal aliança, que é o povo. [...] O princípio que eu usei foi buscar aliança no povo, com os posicionamentos políticos que a gente tem, com o lado em que eu sempre estive. E aí, depois disso, a gente vai buscando unir partidos, unir políticos", afirmou Marília.

Raquel Lyra perdeu o marido, Fernando Lucena, no domingo (2), dia da votação do primeiro turno, vítima de um infarto fulminante. Um dia após a morte dele, a candidata do PSDB ao governo de PE está em casa, com a família.

Por causa do falecimento, o partido indicou a candidata a vice-governadora da chapa, Priscila Krause (Cidadania), para falar com a TV Globo, já que ela assumiu temporariamente a coordenação da campanha.

"A partir do segundo turno, inclusive com um tempo de televisão mais equilibrado, com condições de campanha que dão a oportunidade de a gente apresentar de uma maneira mais direta o nome de Raquel, a sua trajetória, fazendo a comparação entre as candidatas que estão aí postas, a gente segue numa estratégia de ampliação e sensibilização do eleitor em relação à nossa mensagem", disse Priscila.

Eleição histórica

Marília relatou ter consciência da responsabilidade de ter a chance de ser a primeira mulher a governar Pernambuco, e disse que isso torna, para ela, essas eleições um momento ainda mais importante.

"Sempre respeito todas as mulheres que estão na política, sendo adversárias, sendo aliadas, porque o fato de ter mulheres ali é muito importante para a representatividade. Para essas meninas olharem e dizerem: eu posso ser governadora, posso ser deputada, posso ser o que eu quiser. A gente é muito mais cobrada que os homens. Então, sem dúvida alguma, agora, no Executivo, a gente tem que trabalhar o dobro, o triplo, para dar conta e, sem dúvida, fazer o melhor governo. Para nunca ninguém chegar e dizer: 'olha, é porque é mulher que deu errado'. Porque é mulher vai dar certo. Porque a gente vai mostrar que a mulher é capaz", declarou Marília.

Já a chapa de Raquel Lyra, inédita por reunir duas candidatas a governadora e vice, tem consciência da importância de as mulheres ocuparem o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Segundo Priscila Krause, a hora é de expor a experiência e entregas das duas concorrentes ao cargo de governadora do estado.

"Pernambuco deu uma clara demonstração de uma quebra de paradigma e de um momento novo. A primeira mudança se estabelece a partir da escolha de duas mulheres para estarem disputando essa eleição. E a responsabilidade é grande. Eu estar junto com Raquel nessa disputa, por sermos duas mulheres com história política, com experiência necessária para liderar o processo de mudança de Pernambuco, dialoga e dialogou com o pernambucano muito diretamente", afirmou Priscila.

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