Pacientes denunciam falta de anestesistas no Hospital Geral Roberto Santos; unidade nega desassistência

Bebê de 1 ano, com tumor na laringe, está internada na Osid e precisa ser regulada para unidade.

Por Redação Rede Ilha FM, com informações do G1 Bahia em 06/12/2022 às 07:34:58
(Foto: Reprodução)

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Pacientes denunciaram a falta de anestesistas no Hospital Geral Roberto Santos, umas das principais unidades públicas de Salvador. A situação afeita a situação da pequena Laura Santos, de 1 ano, que está internada nas Obras Irmã Dulce (Osid) com um tumor na laringe e precisa ser regulada para a unidade para fazer uma cirurgia.

A direção do Hospital Geral Roberto Santos divulgou uma nota em que não falou sobre o caso de Laura, mas afirmou que a escala dos profissionais da especialidade não opera com quadro completo, mas negou desassistência.

Segundo o Hospital Roberto Santos, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) trabalha para ampliar o número de anestesistas na unidade.

Sobre a remarcação de cirurgias, a unidade informou que a suspensão dos procedimentos podem ser feitas pela necessidade de priorizar casos de maiores urgências, estado de saúde do paciente ou reservas de leitos.

Regulação de bebê

Segundo a mãe de Laura Santos, Mônica Santos, a bebê foi diagnosticada com o tumor na laringe há cerca de quatro meses. A situação é grave, por causa da idade da paciente.

"Ela se encontra intubada, correndo risco de morte, porque esse tumor expandiu. Ela está com um líquido na cabeça, que está jorrando pelo nariz", contou Mônica Santos.

De acordo com Mônica Santos, a informação de que a bebê não pode ser regulada por falta de anestesistas no Roberto Santos foi passada por funcionários da Osid.

"É preocupante, porque enquanto não surgir essa vaga no Roberto Santos, para fazer a cirurgia, ela corre risco".

Na última semana, Laura já foi regulada para o Hospital Municipal de Salvador, onde médicos fizeram uma análise do tamanho do tumor. Depois, foi levada para o Hospital do Subúrbio, onde seria feita uma drenagem na cabeça.

O procedimento não foi feito, porque havia crianças com Covid-19 na enfermaria da unidade. Os funcionários do Hospital do Subúrbio entenderam que não havia necessidade de arriscar a infecção da bebê para fazer a drenagem.

Com isso, Laura voltou para as Obras Sociais Irmã Dulce, onde aguarda a regulação para o Roberto Santos.

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