Motorista de transporte por aplicativo suspeita de agredir cantora gospel na Bahia nega crime

Por Redação Rede Ilha FM, com informações do G1 Bahia em 24/01/2023 às 16:19:12
Cantora gospel relata ter sido agredida por motorista de transporte por aplicativo na Bahia -(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Cantora gospel relata ter sido agredida por motorista de transporte por aplicativo na Bahia -(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A motorista de transporte por aplicativo, suspeita de agredir cantora gospel na Bahia durante uma corrida na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, negou ter cometido o crime. A informação foi divulgada pelo advogado que representa a mulher, Marcos Silva, nesta terça-feira (24).

"Não houve agressão, nem uso de canivete ou qualquer outro objeto perfuro-cortante. O que houve foi uma contenda no aplicativo e essa contenda se estendeu para vias de fato. Tanto a motorista, dona Márcia, quanto a suposta vítima se agrediram e resultou nessa situação", disse o advogado Marcos Silva.

Kleide Valente registrou um boletim de ocorrência contra a motorista, identificada como Márcia. Segundo ela, a corrida foi solicitada na Avenida Senhor dos Passos, no Centro da cidade. A cantora seguiria para a casa dela, no bairro Conceição, com uma parada na oficina do marido.

Em conversa com a TV Subaé, afiliada da TV Bahia, Kleide relatou que desconfiou do comportamento da motorista, que estaria muito agressiva no trânsito, brigando com outros motoristas no meio do percurso. Em um determinado momento, teria havido uma discussão entre as duas por causa da rota.

"Acabei de ser agredida pela motorista de uber. Ela me furou de canivete. Estou nervosa. Só não está mais profundo porque tive que entrar em luta corporal com ela. Ela tentou dar várias furadas na minha barriga, com um canivete, várias vezes. Não foi agressão, não, foi tentativa de homicídio", disse Kleide nas redes sociais.

O caso foi registrado no Complexo de Delegacias do Sobradinho, em Feira de Santana. A cantora publicou uma foto do boletim de ocorrência na internet, e informou que a motorista também tentou atropelá-la.

"Estou muito abalada emocionalmente, acabei de prestar uma queixa, vou ter que fazer exame de corpo delito. Na verdade, o que sofri foi uma tentativa de assassinato. Além de me agredir com estilete, tentou passar o carro por cima de mim, só não aconteceu nada comigo porque entrei em luta corporal com ela", escreveu Keila.

O outro Lado

A motorista por aplicativo prestou depoimento no início da tarde desta terça. De acordo com o advogado Marcos Silva, não houve agressão com canivetes ou qualquer outro objeto perfurocortante.

"Pelas fotos que estão sendo veiculadas nas redes sociais, a gente percebe que não há furo de faca e canivete, estilete ou qualquer coisa do tipo. Iria furar e não houve, o que houve foi arranhão", disse o representante da motorista.

Marcos Silva disse ainda que as duas brigaram com empurrões e puxões de cabelo. O advogado acredita que o caso não é considerado uma tentativa de homicídio, como foi tratado pela cantora nas redes sociais.

"Dona Márcia me relatou que foi uma agressão mútua. Tanto ela [a cantora gospel] puxou o cabelo, quanto Márcia, houve empurrões, mas nada mais que isso. Então não houve agressão e nem tentativa de homicídio", afirmou.

Investigações

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Feira de Santana, a motorista será intimada para prestar esclarecimentos em delegacia. O Sindicato de Motoristas de Transporte por Aplicativo de Feira de Santana foi procurado, para saber se a mulher já foi identificada, mas ainda não respondeu.

A reportagem também entrou em contato com a Uber, que informou que os "relatos da usuária e da motorista parceira apresentam contradições, que só poderão ser elucidadas pelas investigações". A conta da motorista foi temporariamente desativada, enquanto a polícia investiga o caso.

Na mesma nota, a empresa afirmou que considera inaceitável o uso de violência, e que espera que motoristas e usuários não se envolvam em brigas e discussões, além de que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados.

Comunicar erro

Comentários